domingo, 15 de agosto de 2010


Arteterapia no Colégio Márcia Mércia
Projeto "EDUCANDO PARA A PAZ

                  Exposição dos trabalhos do grupo

Na última sexta-feira, dia 13/08, aconteceu no Colégio Estadual Márcia Mércia, no Bairro de Mata Escura, através do projeto “EDUCANDO PARA A PAZ” a realização de oficinas de Arteterapia em grupo para os alunos do ensino fundamental e médio no turno da manhã e da tarde. Nas oficinas os alunos tiveram a oportunidade de pintar Mandalas e conhecer um pouco desta técnica tão difundida em todo o mundo, utilizada como veículo de auto-cura e agente facilitador do autoconhecimento.


A Arteterapeuta Walkíria e alunos

As oficinas foram dirigidas pela Arterapeuta Junguiana Walkíria Andrade F., que observou a mudança da turma durante a realização do trabalho com as mandalas e comenta: “(...) anteriormente os alunos encontravam-se agitados e desconfiados, após o trabalho, mostraram-se mais receptivos, afetivos e na maioria deles percebi que mexeu com sua autoestima. O resultado foi excelente!!!”. 

         
                Mandala  produzida na oficina de Arteterapia

“Nas mandalas estão contidos os símbolos sagrados, como a circunferência, o círculo, o quadrado e o triângulo. Estes símbolos procuram fazer a integração do céu com a terra, do masculino com o feminino, do que está m cima com o que está em baixo, da alma com a matéria”.
                         Walkíria e a professora Cecília
                                                                                  
O projeto “EDUCANDO PARA A PAZ” que já vem acontecendo em algumas escolas do município, é coordenado pela professora Maria Cecília Antunes de Carvalho e consiste na prática pedagógica através do símbolo de uma árvore, denominada por ela de “ÁRVORE DA PAZ”, voltada para a conscientização dos alunos, pais e professores com o objetivo de minimizar a violência e estimular sentimentos de confiança, bondade, amizade, amor, coragem, compaixão etc.


                              Walkíria e alunos
                                                                         
Estiveram presentes, dando apoio a oficina, a coordenadora do projeto Maria Cecília A. de Carvalho, a gestora da escola, Laura Rodrigues, a vice-diretora e demais professores.



Arteterapia e educação


Foto: Walkíria Andrade F.

Celeste Carneiro

Através da nossa experiência ao longo destas três últimas décadas trabalhando com Artes e Educação, pudemos constatar o quanto as atividades artísticas facilitam a aprendizagem de qualquer disciplina, sendo grandes parceiras na produção do conhecimento e do desenvolvimento do potencial humano.

Atividades como dramatização, música, artes plásticas, modelagem e toda uma gama de expressões artísticas, incluindo desenhos feitos no computador, enriquecem as aulas em qualquer nível de escolaridade.

Mais recentemente, em nosso país, o atendimento com Arteterapia tem servido para tratar os mais diversos problemas, tanto de aprendizagem como também para as questões mais difíceis e traumáticas, proporcionando uma visão mais rápida e profunda daquilo que infelicita as pessoas, uma vez que o seu instrumento é o símbolo e não somente as palavras.

A Arteterapia vem sendo usada em clínicas, hospitais, escolas, empresas, como mais um recurso de crescimento interior e bem-estar das pessoas.

A importância maior está naquilo que a arte revela do inconsciente e o seu efeito no consciente, melhorando o seu viver e o seu sentir.

O aprofundamento no estudo das características do ser humano, assim como das suas dificuldades, facilitará a atuação de quem lida com gente.

Numa sala de aula, por exemplo, estão reunidos alunos de diferentes formas de ser. Um professor hábil utilizará de recursos que atinjam a cada um de forma apropriada. O psicoterapeuta Carl Gustav Jung identificou quatro tipos diferentes de pessoas, ou quatro funções psíquicas, acrescidos da forma como elas se colocam no mundo: as que se identificam com o exterior são as extrovertidas; as que trazem suas impressões e valorizam mais o seu mundo interior são as introvertidas. As funções psíquicas são: pensamento - aquelas pessoas que ficam à vontade quando o assunto exige raciocínio lógico; sentimento - fazem julgamento a partir do que sentem; sensação - preocupam-se mais com o aqui e agora, o concreto, o material; e intuição - as pessoas que valorizam os seus sonhos, intuição, a imaginação e dão asas à sua criatividade.

Na aula, se forem utilizados recursos que atendam a todos esses tipos de personalidade, o rendimento será bem melhor. Poderemos usar, por exemplo, os recursos do Mapa Mental, a Imaginação Criativa, Associação, Exercícios de Relaxamento, trabalhos corporais, mandala, etc.

Com algumas dessas atividades as pessoas se aquietam, desenvolvem a atenção e a concentração, estimulam o raciocínio lógico, a habilidade com a Geometria, desenvolvem a organização interna, o que reflete no seu exterior.

Além do trabalho de treinamento de professores e atividades em sala de aula, a Arteterapia tem um lugar de muita eficácia no atendimento individual aos alunos que apresentam alguma dificuldade, seja ela de aprendizagem ou de ordem emocional e familiar.

Autora do livro Arte, Neurociência e Transcendência publicado pela WAK Editora.

www.artezen. org e http://criatividadeecerebro. blogspot. com/. Os livros estão em livrarias por todo o país e também podem ser adquiridos através dos tels (21) 3208-6095 (21) 3208-6113 ou pelo e-mail wakeditora@uol. com.br

sábado, 7 de agosto de 2010

A MANDALA

Mandala de Hamilton Junior
(2009)

Mandala é uma palavra sânscrita, significa círculo e é associada a instrumento que facilita a meditação, o autoconhecimento e a ritos mágicos, assim como é usada na arquitetura sagrada como planta de templos, tendo relação também com o mundo exterior.

Técnica executada desde o começo da civilização, difundida por todo mundo, foi na Índia e no Tibete onde foi mais usada e com consciência da importância da sua prática por aqueles que se interessam pela alma humana e perseguem o sagrado.

Jung estudou a mandala com muita profundidade e, conjuntamente com outros cientistas, aplicou essa técnica de desenho que possuía como objetivo cuidar, estimulando as pessoas a se importarem com o seu processo de crescimento, visando o alcance da plenitude que acontece através da Individuação.

Nas mandalas estão contidos os símbolos sagrados, como a circunferência, o círculo, o quadrado e o triângulo. Estes símbolos procuram fazer a integração do céu com a terra, do masculino com o feminino, do que está em cima com o que está em baixo, da alma com a matéria.

Carneiro (2004), diz que “(...) para beneficiar alguém com essa prática não é imprescindível uma interpretação da mandala. O simples fato da pessoa entrar em contato com essa imagem arquetípica, milenar já traz benefício”.

Torinelli (2009),também explica que a configuração de mandala harmoniosa dentro de um molde rigoroso, denotará intensa mobilização de forças auto-curativas para compensar a desordem interna. “(...) a configuração de mandalas é evidentemente um fenômeno que exprime tentativas de auto-cura não provenientes da reflexão, mas de um impulso instintivo”

Vamos construir mandalas, vamos pintar mandalas!!! E viva a paz interior!!!!!


Walkíria Andrade F.


Referência:
 FREITAS, Walkíria de A. R. Arteterapia em Consultório: uma viagem interior. Monografia de especialização em Arteterapia, Instituto Junguiano da Bahia (IJBA), Salvador – BA, 2009.